terça-feira, 7 de setembro de 2010

Surgimento da Literatura barroca no Brasil

Em vista dessa precariedade cultural da sociedade brasileira, seria exagero falar em movimento barroco no Brasil. O que temos, na verdade, são alguns escritores que, bebendo em fontes estrangeiras (geralmente autores portugueses e espanhóis), produzem aqui textos com características barrocas. Desses escritores merecem destaque Gregório de Matos, por suas poesias, e o padre Antônio Vieira, por seus sermões. Além deles, temos Bento Teixeira (1561?-1600), autor do poema Prosopopéia, de 1601, que costuma ser considerado o marco inicial do Barroco brasileiro, e Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), autor do livro Música do Parnaso.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Literatura barroca no Brasil

Antecedentes


Nos séculos XVII e XVIII, ainda não havia no Brasil condições para o desenvolvimento de uma atividade literária propriamente dita. O imenso território era, na maior parte, despovoado. A vida social brasileira girava em torno de alguns pequenos núcleos urbanos e a vida cultural praticamente não existia. As pessoas letradas que viviam nas mesmas cidades reuniam-se para conversar e mostrar, uns aos outros, os textos que eventualmente tivessem escrito (poesias,artigos, ensaios etc.). Só no século XIX começou a formar-se um público leitor que possibilitou a continuidade da produção literária.

Literatura barroca no Brasil

A literatura barroca no Brasil foi introduzida pelos portugueses, quando não havia uma produção cultural significante no país. Por isso, refletindo a literatura portuguesa, a produção literária nesse período não é reconhecida como genuinamente nacional, mas um estilo absorvido e resultante do período colonial.
Sua linguagem é rebuscada e ambígua. Caracteriza-se por utilizar largamente figuras de linguagem: metáfora; antítese; o paradoxo; e a sinestesia.

domingo, 5 de setembro de 2010

CARACTERISTICAS DAS POESIAS DE OLAVO BILAC

Preciosismo: focaliza-se o detalhe; cada objeto deve singularizar-se, daí as palavras raras e rimas ricas.
Objetividade e impessoalidade: O poeta apresenta o fato, a personagem, as coisas como são e acontecem na realidade, sem deformá-los pela sua maneira pessoal de ver, sentir e pensar. Esta posição combate o exagerado subjetivismo romântico.
Arte Pela Arte: A poesia vale por si mesma, não tem nenhum tipo de compromisso, e se justifica por sua beleza. Faz referências ao prosaico, e o texto mostra interesse a coisas pertinentes a todos.
Estética/Culto à forma - Como os poemas não assumem nenhum tipo de compromisso, a estética é muito valorizada. O poeta parnasiano busca a perfeição formal a todo custo, e por vezes, se mostra incapaz para tal.
Aspectos importantes para essa estética perfeita são:
Rimas Ricas: São evitadas palavras da mesma classe gramatical. Há uma ênfase das rimas do tipo ABAB para estrofes de quatro versos, porém também muito usada as rimas interpoladas.
Valorização dos Sonetos: É dada preferência para os sonetos, composição dividida em duas estrofes de quatro versos, e duas estrofes de três versos. Revelando, no entanto, a "chave" do texto no último verso.
Metrificação Rigorosa: O número de sílabas poéticas deve ser o mesmo em cada verso, preferencialmente com dez (decassílabos) ou doze sílabas(versos alexandrinos), os mais utilizados no período. Ou apresentar uma simetria constante, exemplo: primeiro verso de dez sílabas, segundo de seis sílabas, terceiro de dez sílabas, quarto com seis sílabas, etc.
Descritivismo: Grande parte da poesia parnasiana é baseada em objetos inertes, sempre optando pelos que exigem uma descrição bem detalhada como "A Estátua", "Vaso Chinês" e "Vaso Grego" de Alberto de Oliveira.
Temática Greco-Romana - A estética é muito valorizada no Parnasianismo, mas mesmo assim, o texto precisa de um conteúdo. A temática abordada pelos parnasianos recupera temas da Antiguidade Clássica, características de sua história e sua mitologia. É bem comum os textos descreverem deuses, heróis, fatos lendários, personagens marcados na história e até mesmo objetos.
Cavalgamento ou encadeamento sintático (enjambement) - Ocorre quando o verso termina quanto à métrica (pois chegou na décima sílaba), mas não terminou quanto à idéia, quanto ao conteúdo, que se encerra no verso de baixo. O verso depende do contexto para ser entendido. Tática para priorizar a métrica e o conjunto de rimas. Como exemplo, este verso de Olavo Bilac:

Cheguei, chegaste. Vinhas fatigada
e triste e triste e fatigado eu vinha.

COMPARAÇÃO DA POESIA DE CAMÕES COM AS POESIA DE OLAVO BILAC

Camões destaca-se dos demais poetas lusos pela profundidade do pensamento e pela qualidade da linguagem, especialmente nas redondilhas e nas éclogas. Sem dúvida nenhuma, é no soneto que Camões atinge o máximo do lirismo português.
Seus sonetos serviram, posteriormente, de inspiração a Bocage, a Olavo Bilac e a Vicente de Carvalho.

AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís de Camões (1524-1580)

REMORSO


Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

Olavo Bilac

sábado, 4 de setembro de 2010

INÍCIO E FIM


  • O marco inicial do Classicismo é o retorno de Sá de Miranda a Portugal, em 1527, depois de passar alguns anos na Itália em contato com a nova literatura renascentista, conehcida como "o doce estilo novo". O fato que marca o final do Classiscismo é a unificação da Península Ibérica sob o domínio espanhlo em 1580, quando Portugal não consegue mais a sustentação política e econômica do país.

  • É importante lembrarmos que esta divisão - marco inicial e final de um movimento - é apenas uma classificação para fins didáticos.Como já vimos no humanismo, antes mesmo do retorno de Sá de Miranda , alguns autores portugueses, como Gil Vicente, já apresentavam antecipações renascentistas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

OS LUSíADAS


Os Lusíadas-grande obra de Camões, considerada a maior epopéia da língua portuguesa.
Em 1572, publica Os Lusíadas. Como reconhecimento de seu valor, o rei D. Sebatião concede-lhe um pensão de 15.000 réis, paga irregularmente. Morre em 1580, pobre, enterrado como indigente, ás vésperas da decadência de Portugal.
Principal expressão da literatura renascentista em Portugal.
Liderados por vasco da Gama, lançaram-se ao mar, numa época em que ainda se acreditava na existência de monstros e abismo ao mar.
1102 estrofes, 10 cantos, modelo clássico. União do Ocidente e do Oriente pelo mar, pela África.



EPÍLOGO



Conclusão do poema. O poeta demonstra cansaço, tom melancólico, fidelidade à pátria e ao Cristianismo.



NARRAÇÃO



Relata a viagem propriamente dita dos portugueses ao Oriente.É a mais longa.

inês de Castro, amante de D.pedro ( é assassinada a mando do rei).

Gigante Admastor- personifica o perigo dos mares ( Cabo das Tormentas).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CONTEXTO HISTÓRICO-CULTURAL


O Classicismo Português ou também Renascimento em Portugal corresponde ao período de apogeu da nação, marcado por grandes acontecimentos, dentre os quais se destaca a expansão ultramarina.

A Torre de Belém localizada na entrada do porto de Lisboa e construída no século XVI simboliza a época das grandes navegações portuguesas.

GRANDES DESCOBRIMENTOS

O século XVI ficou conhecido como a época dos grandes descobrimentos.
Entre as grandes conquistas ultramarinas estão:a descoberta do caminho marítimo para as Índias, empreendida por Vasco da Gama, em 1498;o descobrimento do Brasil, em 1500 e o descobrimento de várias regiões da África nos anos seguintes. Essa expansão proporcionou uma grande prosperidade econômica e Lisboa transformou-se em um importante centro comercial da Europa.