domingo, 12 de setembro de 2010

comparação dos poemas

No poema do Olavo Bilac apresenta características comuns do parnasianismo como busca da estética perfeita,linguagem culta ,a preferência do soneto,busca da rima esteticamente rica em cada verso.
No poema do Gregório de Matos está presentes características do Barroco como o cultismo que é caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante; pela valorização do pormenor mediante jogos de palavras,e o abuso no emprego de figuras de linguagem como as metáforas, antítese, hipérboles, hipérbatos, anáforas, paronomásias, etc...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

poema olavo bilac

Criação



Há no amor um momento de grandeza,

que é de inconsciência e de êxtase bendito:

os dois corpos são toda a Natureza,

as duas almas são todo o Infinito.



um mistério de força e de surpresa!

Estala o coração da terra, aflito;

rasgá-se em luz fecunda a esfera acesa,

e de todos os astros rompe um grito.



Deus transmite o seu hálito aos amantes;

cada beijo é a sanção dos Sete Dias,

e a Gênese fulgura em cada abraço;



porque, entre as duas bocas soluçantes,

rola todo o Universo, em harmonias

e em glorificações, enchendo o espaço!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Define a Sua Cidade (Gregório de Matos)

De dois ff se compõe

esta cidade a meu ver:

um furtar, outro foder.





Recopilou-se o direito,

e quem o recopilou

com dous ff o explicou

por estar feito, e bem feito:

por bem digesto, e colheito

só com dous ff o expõe,

e assim quem os olhos põe

no trato, que aqui se encerra,

há de dizer que esta terra

de dous ff se compõe.





Se de dous ff composta

está a nossa Bahia,

errada a ortografia,

a grande dano está posta:

eu quero fazer aposta

e quero um tostão perder,

que isso a há de perverter,

se o furtar e o foder bem

não são os ff que tem

esta cidade ao meu ver.





Provo a conjetura já,

Bahia tem letras cinco

que são B-A-H-I-A:

logo ninguém me dirá

que dous ff chega a ter,

pois nenhum contém sequer,

salvo se em boa verdade

são os ff da cidade

um furtar, outro foder.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Autor de literatura Barroca no Brasil

Gregório de Matos

Gregório de Matos (1636-1696) é o maior nome da poesia barroca brasileira. Não teve nenhum livro publicado em vida. Depois de sua morte, os manuscritos encontrados foram sendo publicados em diferentes coletâneas, sem nenhum rigor crítico. O que chamamos de obra poética de Gregório de Matos é, na verdade, fruto de pesquisas nessas coletâneas, o que ainda deixa dúvida sobre a autenticidade de muitos textos que lhe são atribuídos.
Suas poesias amorosas e religiosas, que revelam influência do barroco espanhol, despertaram inicialmente a atenção da crítica, mas hoje sua produção satírica, escrita em linguagem debochada e plena de termos de baixo calão, também vem sendo valorizada por representar um documento do ponto de vista sociológico e lingüístico. Por suas críticas ferinas à sociedade baiana, Gregório de Matos recebeu o apelido de "Boca do Inferno".

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Surgimento da Literatura barroca no Brasil

Em vista dessa precariedade cultural da sociedade brasileira, seria exagero falar em movimento barroco no Brasil. O que temos, na verdade, são alguns escritores que, bebendo em fontes estrangeiras (geralmente autores portugueses e espanhóis), produzem aqui textos com características barrocas. Desses escritores merecem destaque Gregório de Matos, por suas poesias, e o padre Antônio Vieira, por seus sermões. Além deles, temos Bento Teixeira (1561?-1600), autor do poema Prosopopéia, de 1601, que costuma ser considerado o marco inicial do Barroco brasileiro, e Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), autor do livro Música do Parnaso.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Literatura barroca no Brasil

Antecedentes


Nos séculos XVII e XVIII, ainda não havia no Brasil condições para o desenvolvimento de uma atividade literária propriamente dita. O imenso território era, na maior parte, despovoado. A vida social brasileira girava em torno de alguns pequenos núcleos urbanos e a vida cultural praticamente não existia. As pessoas letradas que viviam nas mesmas cidades reuniam-se para conversar e mostrar, uns aos outros, os textos que eventualmente tivessem escrito (poesias,artigos, ensaios etc.). Só no século XIX começou a formar-se um público leitor que possibilitou a continuidade da produção literária.

Literatura barroca no Brasil

A literatura barroca no Brasil foi introduzida pelos portugueses, quando não havia uma produção cultural significante no país. Por isso, refletindo a literatura portuguesa, a produção literária nesse período não é reconhecida como genuinamente nacional, mas um estilo absorvido e resultante do período colonial.
Sua linguagem é rebuscada e ambígua. Caracteriza-se por utilizar largamente figuras de linguagem: metáfora; antítese; o paradoxo; e a sinestesia.